Curso de Arbitragem de Corfebol foi ministrado pelo técnico da seleção brasileira de Corfebol - Foto: Fernando Silva

A quadra do Ciep Prof.ª Maria Amparo Rangel Souza, no Centro, recebeu no último domingo (09/10), um Curso de Arbitragem de Corfebol, ministrado pelo técnico da seleção brasileira de Corfebol, Jorge Alves, com o objetivo de ensinar as regras da modalidade. No local, também foi realizado um jogo amistoso entre as equipes Viver Bem Maricá e Rio Corfebol, essa primeira  faz parte de um projeto da Prefeitura de Maricá, através da Coordenadoria de Bem Estar e Qualidade de Vida da secretaria de Saúde.

“O curso de arbitragem, aplicado pelo técnico da seleção de Corfebol foi direcionado para o a equipe da seleção brasileira”, afirmou Rogério Peixoto, um dos coordenadores do projeto Bem Estar e Qualidade de Vida. “E, o Programa Viver Bem abraçou há oito meses essa modalidade e montou uma equipe que está em processo de aprendizagem para disputar o campeonato estadual”, explicou. “Esse amistoso é muito importante, pois permite aos nossos atletas uma integração com o time do Rio que é mais experiente”, completou. “Hoje não estamos competindo, mas aprendendo e trocando experiências que certamente serão muito positivas para o desenvolvimento e aprimoramento do nosso time”, analisou Rogério.

Segundo o técnico do time Viver Bem Maricá, Vinicius Gama, O maior desafio na preparação de uma equipe como a de Maricá é a diferença de idade dos atletas. “Nós temos atletas de 12, 30 anos e até mais, e fazer com que eles se comuniquem de maneira organizada e joguem de forma coesa é o mais complicado, pois os mais jovens, normalmente, são mais enérgicos e os mais velhos são mais estratégicos”, comparou Vinicius. “Então é muito difícil pegar o melhor de cada um e transformar isso em resultado positivo para o time”, completou. “Mas sem dúvidas o grupo é muito bom, eles são interessados, participam dos treinamentos, gostam do jogo, mesmo quando a partida é longe eles estão presentes. É um grupo que está correndo atrás, é um grupo diferenciado”, elogiou. “No sábado jogamos contra Sana em Macaé e foi o nosso melhor jogo no campeonato. Cheguei a acreditar que poderíamos ganhar, mas a experiência do outro time fez a diferença”, confessou o técnico.

Para Jorge Alves, técnico da seleção brasileira e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Corfebol no Brasil, essa modalidade esportiva pode ser um ótimo instrumento pedagógico a ser utilizados nas escolas de Maricá. “Os hábitos criados neste esporte em relação a uma vida mais saudável e os valares de competição e igualdade entre os gêneros são ganhos que não encontramos em nenhum outro esporte”, afirmou Jorge. “Esse são os valores que por assim dizer, nós da Federação Internacional de Corfebol e da Federação do Brasil, no Rio e São Paulo, estamos atentos e queremos desenvolver nos jovens”, explicou. “É bom ver que finalmente estão prestando atenção e o esporte está sendo mais divulgado no Brasil e o time de Maricá tem muito potencial para realizar boas competições no futuro”, garantiu. “O investimento necessário  é baixo e os benefícios são imensos”, frisou Jorge Alves.

O atleta Luiz Carlos, morador de São José do Imbassí e de apenas 12 anos, contou que se apaixonou pelo Corfebol e que pretende seguir profissionalmente no esporte. “Eu estou no projeto Viver Bem desde o inicio e pratico Corfebol há 8 meses”, contou Luiz. “Meu desejo e seguir carreira dentro do Corfebol e a cada jogo que eu participo eu tenho mais certeza disso”, garantiu. “O amistoso de hoje é mais uma etapa de aprendizado para mim e que absorver cada experiência aqui vivida”, finalizou o jovem atleta.

Já a experiente Penélope Gomes, jogadora do time do Rio e que já pratica Corfebol há 15 o atleta está sempre se aprimorando. “Eu comecei a jogar com amigos e por influencia do meu irmão. No início achei o esporte um pouco diferente e a minha curiosidade me levou a praticar cada vez mais”, contou Penélope. “Tudo é um aprendizado, tanto para o time de Maricá que está começando como para o meu time que possui um pouco mais de experiência”, explicou. “Aqui hoje estamos fazendo uma troca de experiências e todos nós estamos aprendendo. Assim como nós já fomos iniciantes e até hoje buscamos novos conhecimentos, o time de Maricá também deve encarar dessa forma e a cada dia buscar aprender algo novo. Estamos para evoluirmos juntos”, concluiu a atleta.

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