Projeto de horta comunitária está em andamento no Manu Manuela - Foto: Jorge André

A Horta Pública Comunitária e a Unidade Agroecológica da Prefeitura ganham força diariamente. Após a apresentação do projeto à comissão dos moradores do Manu Manuela no dia 03/05, aconteceram três importantes passos: a compra das mudas; o plantio em uma oficina realizada com a participação da comunidade e uma reunião da prefeitura na sede da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) nesta segunda-feira (22/05) com a participação do presidente da autarquia, José Orlando Dias; o secretário de Economia Solidária, André Braga; representantes da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca; e da Cooperativa de Trabalho em Assessoria a Empresas Sociais de Assentamentos da Reforma Agrária (Cooperar). O projeto está em andamento no bairro Manu Manuela, em fase experimental.

Desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a Associação de Moradores do Manu Manuela e com a Cooperar, o projeto ocupa uma área de 29 mil metros quadrados e vai ser ocupado por 33 famílias. Cada uma receberá inicialmente uma faixa de 100 metros quadrados – que poderá chegar a 400 metros. Haverá uma contrapartida social pelo produtor que será o repasse que 15% da produção para a prefeitura destinar a escolas, creches e ao hospital. Os outros 85%, o agricultor usará para o consumo próprio e poderá comercializar o excedente.

O agrônomo da Cooperar, Anderson Vinicius Oliveira, afirmou que os horticultores irão receber toda assessoria técnica para o plantio. A ação é constituída, dentre outras iniciativas, por uma “horta escola” baseada em agroecologia e se insere no projeto “Maricá Popular construindo Soberania Alimentar”. Com a junção das duas iniciativas, os produtores terão, ainda, a garantia de uma estrutura básica para dar início às suas hortas como a cerca em volta do terreno, análise de solo, sementes orgânicas e o projeto de irrigação. A horta comunitária será coordenada por todos, com base na autogestão.

Nesta primeira fase, segundo Anderson, foram implantados 150 m² de canteiros utilizando dois consórcios. O primeiro com alface crespa, beterraba e couve. O outro com alface crespa, rúcula e couve manteiga. “Com essa técnica conseguimos aumentar em 277% a capacidade produtiva por metro quadrado. Foram plantadas 16 mudas de alface, 18 de rúcula e quatro de couve por metro quadrado”, afirmou o agrônomo. Anderson destacou, ainda, o uso de capim e grama (cobertura morta) cortada pelas equipes da Secretaria de Conservação no processo de limpeza dos canteiros centrais da RJ-106 como adubo orgânico, diminui o gasto de água com irrigação além de outros benefícios.

Morador do bairro e inscrito no programa, Marcelo Vieira Lopes, 37 anos, espera ansioso para começar a plantar. Na segunda-feira (22/05) ele esteve com a esposa, Mônica Lopes, e os dois filhos até a horta para ver como está o local. Segundo o funcionário público, além de ser perto de onde mora e ocupar um espaço baldio, o projeto vai levar alimento sem agrotóxicos para as mesas e até aumentar a renda das famílias. “Vou fazer o curso de capacitação e me dedicar aqui. É perto de casa, terei alimentos frescos e sem agrotóxicos. Saúde para toda a família”, afirmou.

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