Rosana Horta foi uma das premiadas nesta edição e destacou as políticas públicas do governo - Foto: Araújo José

O Cinema Público Municipal Henfil teve sua lotação esgotada nesta segunda-feira (27/03), quando centenas de convidados compareceram à 3ª edição do Prêmio Mulher Cidadã “Heloneida Studart”, promovido pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres, da Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher de Maricá. O prêmio foi concebido pela Associação de Mulheres do município e pela Coordenação de Políticas para as Mulheres com o propósito de homenagear aquelas que se destacam na luta pela igualdade de gênero e pela efetivação dos seus direitos.

A psicóloga Sarah Monteiro foi a mestre de cerimônia, apresentando a mesa – da qual faziam parte a primeira dama Rosana Horta, a deputada federal Jandira Feghali (PC do B/RJ) e a deputada estadual Rosangela Zeidan (PT/RJ) – e posteriormente fazendo a chamada das vinte homenageadas. Todas receberam um buquê de flores e um certificado do prêmio. Da relação apenas duas não compareceram e as contempladas Cristina Dorigo (fundadora do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher – Cedim) e Verônica Coutinho (fundadora do Setorial de Mulheres do Partido dos Trabalhadores) receberam o prêmio como homenagem póstuma, das mãos da filha, Carolina Dorigo, e da irmã, Mônica Coutinho, respectivamente. Carolina Dorigo lembrou os tempos difíceis e dizendo que era complicado separar a figura da mãe da ativista política: “Fomos companheiras de luta e ela sempre dizia: “feminista, socialista, petista, isso é o que sou”.

A esposa do ex-presidente Lula, Marisa Letícia Lula da Silva, falecida recentemente, foi homenageada com um minuto de aplausos, depois de dado o grito de luta ao ser lido o seu nome (“presente!”), assim como das demais companheiras falecidas. “Este ano estamos todas aqui para dar reconhecimento aos nossos méritos e fazer valer nossos direitos. Maricá hoje é uma cidade progressista, graças a uma nova mentalidade implantada pelo ex-prefeito Washington Quaquá e continuada pelo prefeito Fabiano Horta, que valorizam as questões de gênero e as minorias sociais”, declarou a organizadora do evento, Luciana Piredda, coordenadora de Políticas para as Mulheres.

A fundadora da Casa da Mulher de Maricá (CMM), Vera Luciano, estava emocionada. “A mulher, com todos seus afazeres, em casa e na rua, é uma educadora natural. O homem deve ser parceiro na condução da casa e na transformação da sociedade. Somente juntos poderemos vencer os tempos difíceis que aí estão, investindo no futuro com uma educação verdadeira para nossos filhos e netos”, completou.

A primeira dama Rosana Horta adiantou que o governo tem como um dos objetivos a continuidade das políticas públicas já implantadas no município. “Em especial, as políticas sociais direcionadas aos mais necessitados, dando atenção às questões da mulher, da criança e do idoso”, frisou. Ione Cardoso Siqueira, presidente do PT por duas vezes, e sua fundadora, saudou o público e disse que a mulher é uma guerreira, mas tem de agir com sabedoria. “Vou completar 70 anos e 50 de casada. Com paciência, consegui mudar o temperamento do meu marido”, comentou. O professor William Campos, que representava o secretário João Carlos de Lima, defendeu as mulheres. “A qualidade da inteligência e capacidade de resistência das mulheres é impressionante. Os homens precisam aprender com a sabedoria delas”, frisou.

A deputada Rosangela Zeidan criticou o aumento da violência contra a mulher. “Em 8 de março, as mulheres fizeram bonito, indo para as ruas das capitais brasileiras. Unidas, venceremos. Maricá é o único município do estado que tem transporte público gratuito de qualidade. Entrei com projeto de uma brigada de Segurança Pública para eventos. A violência contra a mulher só aumenta a cada ano”, afirmou Zeidan. A deputada Jandira Feghali propôs uma mobilização nacional contra as reformas que estão sendo discutidas no Congresso. “Fui redatora da Lei Maria da Penha e a legislação precisa ser aplicada com mais severidade no país. Outra violência é de ordem institucional. O que estão fazendo com os servidores públicos e demais trabalhadores do país, é simplesmente alarmante”, enfatizou.

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