Maricá elege delegados para discutir propostas na Conferência Estadual LGBT

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Maricá terá quatro delegados na Conferência Estadual LGBT que acontece em março, em local indefinido, para discutir políticas públicas para o enfrentamento da discriminação e da violência contra LGBT e a promoção da cidadania no âmbito local, regional e estadual. Os eleitos – dois do poder público (Carlos Alves e Cirilo Antunes ambos da Coordenação LGBT em Maricá) e dois da Sociedade Civil (Felipe Zeidan e Andréa Cândida, do Grupo Humanos Diversidade e Cidadania) foram definidos na reunião regional, realizada em Niterói no dia 29 de novembro.

Durante conferência regional, o secretário municipal adjunto de Direitos Humanos e Participação Popular, Mauro Alemão, representando o prefeito Washington Quaquá, convidou a todos para participarem do desfile da Escola de Samba União de Maricá, que terá uma ala LGBT em 2016. Felipe Zeidan convocou os presentes para a luta contra preconceito e violência homofóbica, denunciando o estatuto da família como atraso aos direitos das famílias homoafetivas, e fez um convite para a 3ª Parada do Orgulho LGBT de Maricá, marcada para o próximo domingo (13/12).

O coordenador de Diversidade, Direitos e Políticas LGBT em Maricá, Carlos Alves, destacou as propostas aprovadas pela delegação maricaense na conferência, tais como Projeto de Economia Solidaria LGBT com capacitação, qualificação em geração de emprego e renda, cooperativismo, linhas de crédito para LGBT no modelo da Moeda Social Mumbuca. Também foi aprovada moção de aplauso e apoio à Empresa Publica de Transportes (EPT) e à luta do prefeito Washington Quaquá contra o monopólio das empresas de ônibus. Carlos Alves apresentou, ainda, informe das ações, jornadas e atividades pelos direitos desta população, em parceria com outros órgãos de governo municipal. Ele cobrou mais diálogo com governo do estado e fez uma homenagem a servidora Marcia Regina Marçal, falecida em março passado e que muito trabalhou pela luta LGBT em Maricá.

Com cerca de 120 participantes, a conferência regional debateu as políticas públicas, o balanço das ações do estado e deu informes dos municípios e dos Grupos e ONGs pelos direitos da população LGBT. Grupos de trabalho debateram temas como assistência social, saúde, emprego e renda, cultura,  educação e segurança. Foram apresentadas propostas para o fortalecimento de políticas e ampliação de serviços, para LGBT.