Prefeito de Maricá atribui agressão durante fiscalização do transporte a interesses contrariados

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O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi agredido na rua, na manhã desta quarta-feira (29/07), enquanto acompanhava a operação de fiscalização às empresas de ônibus na Rodoviária do Povo, no Centro da cidade. O agressor, Antonio Pedro Barcello  Ribeiro, de 20 anos, morador do bairro Pedreiras, foi preso em flagrante e levado para a 82ªDP, onde se verificou que possui anotações criminais por tráfico, estupro e roubo. Washington Quaquá sofreu escoriações leves em um braço e um corte no nariz, foi atendido no local por uma equipe do Corpo de Bombeiros e liberado. O câmera, Marcelo Cristian Araújo de Andrade, de 38 anos, sofreu uma contusão no tórax causada pelo equipamento, foi também examinado pelos bombeiros e encaminhado para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, onde fez Raios X e recebeu medicação para estabilização da pressão.

O incidente ocorreu quando o agressor aproveitou o momento em que o prefeito concedia entrevista à emissora InterTV, afiliada da Rede Globo, para ataca-lo pelas costas, diante da câmera. Washington Quaquá caiu sobre o cinegrafista, que teve o equipamento quebrado. O prefeito comentou a agressão: “O que estamos fazendo no transporte desperta a ira de todo um setor econômico da cidade. Não tenho dúvida que essa agressão vem daí. Vem da fiscalização que estamos operando, do transporte gratuito para o povo”, afirmou.  “Não há direito neste país que seja conquistado sem reação da outra parte, dos que lucram com a desgraça do povo. Não tenho dúvida que é uma reação deste setor”, completou.

Até o momento da agressão, os fiscais da Empresa Pública de Transportes (EPT) já haviam autuado ou apreendido 14 ônibus das duas empresas que operam na cidade, por conta de inúmeras irregularidades. Dois deles foram levados para o Pátio Legal da Prefeitura, em São José do Imbassaí – um dos veículos trafegava com o lacre da placa diferente do número da documentação, o que é infração penal. O prefeito Washington Quaquá determinou que a fiscalização agora seja intensificada. “Nosso objetivo é mostrar que não cumprem o contrato de concessão, a população viaja em veículos que não oferecem segurança e as empresas querem trabalhar apenas nos horários de maior movimento. Por isso vamos cassar todas as concessões e estabelecer todo o transporte público gratuito”, completou.