Maricá participa do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

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Equipe distribuiu panfletos que alertam sobre os riscos do álcool.

O alcoolismo é uma doença incurável, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da ingestão de álcool, a subsecretaria municipal de Combate e Prevenção à Dependência Química de Maricá realizou nesta segunda-feira (18/02), na Praça Orlando de Barros Pimentel, uma ação de distribuição de panfletos e abordagem do público, com o intuito de conscientizar os moradores.

A ação, que foi coordenada pelo psicólogo Allan Christi, também incluiu a colocação de cartazes em estabelecimentos comerciais para reforçar a proibição da venda de bebidas alcóolicas a menores (Lei 8069/90).

Segundo Allan, está em fase final um projeto da prefeitura para a abertura de uma casa abrigo com capacidade para atender até 12 usuários de álcool. “Já temos a verba garantida e a aprovação da secretaria de Saúde. Estamos agora acertando os últimos detalhes para alugarmos a casa”, disse.

Ainda segundo o coordenador, que assumiu o posto há cerca de três meses, o número de usuários de álcool e outras drogas (maconha, crack, cocaína) vem crescendo consideravelmente. “O crescimento no número de casos entre os jovens é muito preocupante. Queremos implantar núcleos de atendimento em associações de moradores, clubes e igrejas, além de reforçar ações de prevenção, como as palestras nas escolas”, declarou.  

Daniel Nascimento, de 13 anos, estudante da E.M. João da Silva Bezerra, na Barra, foi ouvido na ação educativa promovida na Praça Orlando de Barros Pimentel e deu o seu depoimento. “Conheço jovens que estão entrando nessa situação e isso é ruim”, disse. Segundo a sua irmã, Cristiane, de 25 anos, “o álcool é a pior das drogas, porque conduz a outras”.

Já o engenheiro Marco Fábio, de 55 anos, morador de Rio Bonito, ressaltou que essa foi a primeira vez que ele viu este tipo de ação na região. “Estou me mudando para Maricá e gostei da iniciativa. Alguém tem de fazer alguma coisa para reparar os excessos. Se o poder público não der o exemplo, quem fará isso?”, indagou.