Prefeitura realiza eventos para discutir Saúde Mental em Maricá

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Em homenagem aos 50 anos da psicologia no Brasil, comemorados no dia 27.08, a Prefeitura de Maricá realizará o Fórum Permanente de Saúde Mental e o Encontro da Saúde Mental com os Psicólogos da cidade, no dia 24.09, a partir das 15h, no auditório da Associação Médica de Maricá, no centro da cidade. O objetivo do evento é discutir as políticas públicas e a atuação dos profissionais nesta área.

A programação terá início às 15h com a reunião inaugural do Fórum Permanente de Saúde Mental. Esse encontro tem o intuito de discutir as políticas públicas em saúde mental implantadas na cidade e buscar os caminhos mais eficientes para a ampliação da rede de saúde mental em Maricá.

Para o coordenador municipal do Programa de Saúde Mental de Maricá, Alan Christi, as questões de saúde mental extrapolam a área da saúde e possuem relação direta com os sistemas social, político e educacional. “As políticas públicas de saúde mental devem ser discutidas e fomentadas por diversas áreas governamentais (incluindo os três poderes), ONGs, instituições do terceiro setor, grupos políticos, ideológicos, religiosos, científicos. Enfim, por toda a sociedade”, explicou o coordenador. Segundo ele, o fórum é um dispositivo importante para reunir, numa discussão democrática, os principais atores responsáveis pelas políticas públicas e ações em saúde mental.

Encontro da Saúde Mental com os psicólogos da cidade

Na segunda parte do evento, das 17h às 20h, a programação será direcionada para o Encontro da Saúde Mental com os Psicólogos da cidade. Dentre as atividades propostas, está prevista a palestra de um dos professores do curso de graduação em Psicologia da Universidade Universo, Rogério Quintela, que irá abordar a formação acadêmica dos profissionais. As secretarias municipais de Assistência Social, Educação e Saúde também participarão do encontro para apresentar a importância da psicologia em cada uma dessas áreas.

Fechando o encontro, o coordenador municipal do Programa de Saúde Mental de Maricá, Alan Christi, falará aos convidados sobre a interface da psicologia com a Saúde Mental. Ele também apresentará os serviços oferecidos na cidade, por meio do CAPS Psiquiatra Leila Maria Barbosa (Centro de Atenção Psicossocial), além dos trabalhos em curso para a implementação da Enfermaria de Estabilização em Saúde Mental Nise da Silveira (que irá funcionar na emergência do Hospital Municipal Conde Modesto Leal, com quatro leitos para pacientes psiquiátricos e suporte clínico especializado de urgência para crises/surtos ou pacientes com dependência química, em articulação com o atendimento padrão do hospital.

Segundo o coordenador, Maricá viveu recentemente grandes conquistas no acolhimento e tratamento de doenças mentais. Uma delas foi a aprovação do credenciamento do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) no Ministério da Saúde para repasse mensal de R$ 35 mil para manutenção da unidade. O Caps cuida de pacientes adultos com transtornos mentais graves, por intermédio de tratamentos diversos, individuais e em grupo. Em seu sistema, possui mais de 700 usuários cadastrados, sendo 100 em atendimentos regulares e mais de 30 pacientes diaristas. Como carro-chefe do programa na cidade, os pacientes diariamente participam de diversas oficinas terapêuticas e de geração de renda, que além da função de integração social, ensinam o usuário a produzir diversos objetos, como enfeites, bijuterias e bordados, por exemplo, que são expostos e vendidos no Mercado das Artes.

Além do Caps, 35 pacientes internados atualmente em clínicas psiquiátricas da região participam de um projeto de reinserção social que tem como objetivos reduzir o tempo de internação, promover a manutenção dos laços sociais e familiares e tornar possível o retorno ao convívio sócio-familiar no território de origem. De acordo com Alan, "equipes multidisciplinares de Maricá visitam esses hospitais psiquiátricos com o objetivo de criar condições que possibilitem integrar o paciente a sua rotina social”. 

Cidade quer criar residências terapêuticas para abrigar pacientes sem família

Para os pacientes sem referência familiar, está em curso o projeto de criação de Residências Terapêuticas, que irão funcionar como casas de abrigo. A intenção é a implantação de duas casas, uma para homens e outra para as mulheres, com foco na inclusão e acessibilidade. “Estamos na fase de escolha dos locais e vamos priorizar o fácil acesso à rede pública de saúde”, explicou.

Outro importante serviço prestado na área de psiquiatria e psicologia para todas as idades é o Ambulatório da Saúde Mental. De segunda a sábado, das 8h às 17h, são feitos atendimentos no prédio anexo ao hospital ou em outros quatro núcleos, dois em Itaipuaçu, um em São José e um em Ponta Negra, em processo de implantação. Em breve, será aberto um novo ponto de atendimento em Ponta Negra. De acordo com Alan, são prestados, por mês, mais de três mil atendimentos.