Emissário do Comperj não vai poluir Itaipuaçu, garante Carlos Minc

0
2529
Segundo Carlos Minc, órgãos de referência do estado acompanham o projeto

Secretário de Ambiente do Estado afirmou que informações sobre efeitos da instalação dos dutos não são verdadeiras. Segundo ele, não haverá qualquer ameaça ao litoral

 

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, garantiu na manhã desta sexta-feira (28/1) que não haverá qualquer despejo de resíduos industriais em frente à praia de Itaipuaçu, em Maricá, sem que haja um rigoroso estudo sobre a plena viabilidade do projeto. Em entrevista concedida à rádio Band News FM, o secretário afirmou de forma veemente que não são verdadeiras as informações que circulam sobre os efeitos da instalação do emissário submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que deverá passar pela cidade no final de seus 41 quilômetros de extensão. 

“Isso é uma coisa completamente infundada. Não existe qualquer possibilidade de uma licença para um projeto dessa magnitude que venha ameaçar locais como Maricá ou qualquer outro no estado”, disse Minc durante a entrevista ao jornalista Ricardo Boechat. Ele garantiu ainda que esse e outros empreendimentos são acompanhados por órgãos de referência no estado como a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

“O que já houve foi uma licença prévia para o Comperj como um todo. Toda a instalação do empreendimento estará condicionada ao que determina esse primeiro documento”, reforçou Minc. 

Acordo – A parceria para a instalação do emissário do Comperj em Maricá foi firmada entre a prefeitura e a Petrobras em agosto passado. Todo o processo está sendo acompanhado pela Secretaria Municipal de Projetos Especiais. De acordo com o projeto, o trecho final dos dutos cortaria a cidade entre os bairros de Cassorotiba e Itaipuaçu, avançando dois quilômetros dentro do mar, sem a necessidade de desapropriações de imóveis. 

De acordo coma secretária Luciana Andrade, os efluentes industriais vão chegar ao mar depois de passarem pelo chamado tratamento terciário, onde a água antes utilizada no processo de produção é purificada com o triplo da filtragem dos dejetos. 

“O impacto na área será mínimo, pois a própria salinidade da água vai cuidar de neutralizar qualquer possível efeito de resíduos químicos, que será quase nenhum”, afirmou ela.