Experiência e ousadia vão compartilhar casa em Maricá

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Quaquá e a subsecretária Denise Fortes com vovó Adelaide

Juntar a ousadia da infância e da juventude com a experiência da terceira idade num mesmo espaço só pode trazer benefícios para os dois lados. E para a sociedade também, que vai tirar daí lições de cidadania para todos. Foi o que deve ter pensado o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, ao sugerir que o projeto Casa do Idoso, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, incorporasse também outros “moradores”, os infantes e os adolescentes. No 1º de outubro, a prefeitura inaugurou o espaço que integrará maricaenses dessas faixas de idade. Mais de 300 pessoas que se emocionaram e se divertiram com música ao vivo, desfile de moda e apresentação do coral Alegria de Viver, compareceram à festa.

“Vocês – disse o prefeito Quaquá – são uma lição para todos nós, são a prova de que a gente sempre pode ir mais longe, fazer melhor. Começamos atendendo 72 pessoas, agora já são mais de mil. Vamos montar casas assim em todos os distritos, construir academias da terceira idade nas praças”, anunciou, depois de ganhar um arranjo de flores da Vovó Adelaide e ouvir, da subsecretária de Políticas para o Idoso, Denise Fortes, palavras de agradecimento pela “chance de participar desse sonho”, referindo-se à abertura do espaço.

Mas Denise, homenageada pelos companheiros de trabalho com flores e a leitura de um texto que a classificava como “uma mulher de verdade”, não esqueceu de render homenagens também a todos os colegas de secretaria, mencionando especialmente o secretário Marcos de Dios Coelho, a subsecretária executiva de Direitos Humanos, Marta de Mello Quinan, e o superintendente da Infância e Juventude, Rafael Araújo.

Enquanto à noite a chuva caía lá fora, todos procuravam conhecer as diversas dependências que se destinarão a atividades físicas e culturais. Cerimonial e protocolo à parte, numa dessas dependências, lugar das autoridades, dos discursos, brilharam as modelos infantis, adolescentes e da terceira idade, num desfile no qual não faltaram nem a elegância nem a beleza nem as faixas características de outros desfiles em passarelas de verdade. A música ao vivo ficou por conta do grupo “Samba pra valer”. E, se “a solidão apavora” no samba de Caetano e Gil, ali, naquela noite na rua Clímaco Pereira, 269, ela não apareceu para apavorar ninguém. Em compensação, choveram flores.